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Thursday, 28 April 2011

O meu pequeno encontro com um indivíduo engomado

maturação

- É a prosti_tuta da crise que querem lhe injectar à força nas veias da salubridade insana, a tentativa(até hoje bem sucedida) de um estado híbrido, entre o medo e fome!
Se o senhor tem medo, faça então crescer mais a sua muralha! você é o seu guarda e você é o seu prisioneiro. Torne-se obediente à servidão. Vá, não vale a pena lutar contra aquilo que você quer ,diga lá, você quer ser escravo. Não se tente enganar, se você não manda em si, você é mandado.
Se tem fome, escave mais na desgraça humana para encontrar a sua raiz do mal, olhe que é com a fome de servidão que o novo homem caminha com orgulho.
Orgulho de ser seu escravo e seu dono.
"Eu quero é viver, não me importa a dignidade, não me importa o direito, o que me importa é viver."
- Não diga isso homem, não diga coisas que ouve de outros que lhe querem mal! Você está é viciado na vida de outros! Vive carregado de intenções que não são as suas, vive no ópio de outros!


Foi assim que encontrei um jovem de 100 anos, deitado entre a calçada e a estrada, não sei se estava à espera do eléctrico para ir a algum sítio, ou se estava à estava à espera do eléctrico para lhe tirar algum sofrimento, mas depois de ter dito estas palavras, levantou-se e foi pela rua abaixo. Talvez o tenha aborrecido com a verdade, ou apenas tenha preferido escolher outro sítio para exercer a sua cobardia.
(É o alongamento do novo homem prisioneiro da sua própria gaiola.)

Tuesday, 1 February 2011

Sessão Onírica, onde se debate a realidade distante.

1ª Pergunta –
Onde estamos?
Resposta –
Estamos na terra vermelha, entre a costa sul e o expoente este, de lá vê-se a costa norte virada a oeste, mas inacessível devido à falta de estrume.

2ª Pergunta –
De onde viemos?
Resposta –
Não se sabe, mas segundo testemunhos perdidos, viemos do espaço num casulo incandescente que falhou a sua trajectória, esta falha fez com que a substancia mucosa originária de vida fermentasse demasiado, alterando a codificação do gene.

3ª Pergunta –
Para onde vamos?
Resposta –
Também não se sabe, mas devido ao excesso de fermentação e consequente alteração do genoma humano, todo o caminho está entregue ao acaso, dirigido pela volatilidade de temperaturas, tanto gélidas como excessivamente quentes, criando picos ou estagnações no desenvolvimento do ser humano, o que por sua vez dá origem a uma não coerência na estruturação.

4ª Pergunta –
Qual o nosso propósito?
Resposta –
Aparentemente não há propósito, mas existe uma constante tentativa de criar ou engendrar um propósito universal, já que sem propósito não há razão de intenção. Esses mesmos propósitos fictícios são de uma variedade infinita, desde razões económicas, ecológicas, alcoólicas, etc.
Dito isto através do sistema de pergunta-resposta, fica-se sem saber realmente o que passou entre o tempo do começo e o tempo futuro do fim

Thursday, 6 January 2011

Técnicas Furatórias

Consultório do Dr. Octano, consulta à Sr.ª Ecolália , Fevereiro de 1999



- Você tem veneno Thomenhtirannush na sua língua, diga ahhh, você tem abelhas à volta do seu recto, você precisa de uma má operação!

- Enfermeira, dê-me as tesouras, … martelo, …. Chama, …. Elástico…Ok está quase, encaixa, oh ela está a sangrar!... Eu não consigo parar a hemorragia….mais gaze, por favor despacha-se! Bhshhh

Enfermeira vai um café? …….


- Metade tubarão metade homem metade crocodilo –


Assim nasceu o deus Barbatana, uma pele de invejar, dentes substituíveis, olhos em angular e cauda na diagonal, é vegetariano entre refeições canibalescas, adorna-se de flores azuis, que nascem no couro cabeludo da tribo do Burrué, a parte humana é para enganar o mais distraído.

A mãe do deus Barbatana morreu durante o parto de intoxicação alimentar e gangrena. Ninguém sente a falta da mãe. O pai não consta em nenhum registo da clínica do Dr. Octano, mas pouco antes da mãe morrer, ainda sussurrou ao ouvido da enfermeira, dizendo que o pudim não presta e o pai do então deus Barbatana, atacou-a por trás enquanto dormia, numa noite fria de muito nevoeiro, junto do pontão nº 21 do Cais da Alameda de Cima, por isso não sabe quem é o pai.

Barbatana viveu a sua adolescência no orfanato Maria das Natas no Entroncamento,atingindo a fase adulta, fugiu pela rua abaixo e não foi visto até então.

A informação aqui prestada é da minha exclusiva responsabilidade.

Isto dito, O deus Barbatana espera ingressar no Conselho de Administração da Associação de Vida Selvagem e Doméstica do Hemisfério Central da Região do Interior – A.V.S.D.H.C.R.I.- para implementar o canibalismo molecular no interior do hemisfério central, e obter subsídios para criar a primeira escola para indivíduos monoculares. Recentemente acabou um workshop de dissecação testicular de Babuínos e Lémures. O seu conhecimento da fauna e flora, passa por análise de excrementos de varejeiras e restos de polén não-polinizados de Túlipas-Anglicanísepunderas. É também especialista em Trompas de Orquídeas e patas traseiras das Abelhas Assassinas de África e alfinetização da Íris de Lulas gigantes. Como hobby é Taxidermista de Thénias-Rex e Pandas Anões(apenas grupos de 6).

Não há muito mais a dizer acerca do deus Barbatana, mas caso exista alguma questão sobre o seu paradeiro, a resposta é, e sempre será – Local Indefinido.

As 1001 Antas do monte dos pães

A vergonha tal como a culpa, nos dias de hoje morre solteira.

Esta morte solteira, este estado solteiro, deixa em aberto espaço para um oceano de promiscuidade nunca antes visto. São maças podres que florescem numa coluna solitária, cravada da ausência de vergonha e culpa.

Uma estranheza certamente, mas sem esta estranheza não estava aqui hoje, e todos nós falaríamos a mesma língua, no topo da Torre de Babel.

Esta vergonha que poderia ser uma cegonha, não tem asas e não depenica em fronhas de recém-nascidos, antes, alimenta-se da ausência de seres já desenvolvidos, que nunca chegaram a caminhar as estepes em direcção à Babilónia.

No oceano promíscuo, são abainhadas espadas de pêlos púbicos endurecidos pelo vento de Norte e graças a estes ventos, que estas espadas vivem no luxo de boiar no oceano de promiscuidade.


A cada espada de pêlos púbicos, uma tribo de prosélitos.

A cada tribo de prosélitos, uma língua.

A cada língua, uma intenção.

A cada intenção, uma ejaculação para o oceano de confusão.

Mehh!! - Gemeu a vaca ao parir o seu primogénito

Ohhh!! – Bradou a vaca ao parir o seu segundo rebento

Estávamos na Índia


Puff!!! – Eructou a barracuda a libertar as suas ovas

Clap!!! – Vozeou a barracuda liberta da sua placenta

Estávamos no mar do Pacifico


Aff!!! – Grunhiu o carrapato a morder a pele fresca

Rarh!!! - Carpiu o carrapato por não ter sangue da sua vítima

Estávamos na orelha do vendedor de peixe do mercado da Ribeira


Blup!!! – Ululou a centopeia farta de comer a sua pele

Hart!!! - Alegrou-se a centopeia por se tornar maior após comer a sua própria pele

Estávamos na Costa Rica


Arrr!! – Debuxou a tarântula o seu novo corpo peludo

Tuff!! – Regurgitou a tarântula o pêlo encravado na sua goela

Estávamos na floresta da Amazónia


Arreh!! – Roncou o chimpanzé satisfeito por coçar o seu ânus borbulhento

Bahh!! – Bocejou o chimpanzé farto de cuspir caroços na careca do babuíno

Estávamos no Jardim Zoológico de Florença


Grr!!! – Expurga o Gnu as suas riscas do lombo lamacento

Tahh!! – Bolça o Gnu as raízes empapuçadas do seu goto

Estávamos na pradaria da reserva natural do Zimbabué

Friday, 26 November 2010

TraTor


Não escrevo palavras de amor
Mas escrevo palavras de dor
Pois sem a dor não escrevo sobre amor
É assim que o meu sangue é bombeado
Por cada fenda no meu corpo
Uma crosta de amor

Os Ceios de Palma


Tenho medo do Palco
Tenho medo da Plateia
Deixei as calças para eles
Palco e Plateia
Ver se tinham medo deles próprios
As calças são prateadas
A cor da sala é estupidamente
Dourada

Thursday, 4 November 2010

bubusura

Primeiro nasceu a USURA com pés de barro
Depois veio o desejo de erguer mais
De seguida veio a cadência em formas de braços de Prata
O restante veio por teorias desafogadas e palavras Amestradas
Colocando-se em modo transitário e embrionário
A voz desta besta foi ouvida em todos os pastos
Clamando: USURA !!!! USURA !!!
- é uma ternura esta farsa-
A voz desta besta chegou a todo lado e em resposta, balidos e grunhidos chegaram.
Alimento para esta besta que foi respondida com vida
Ergue-se mais uma vez
USURA !!! exclamou esta besta petrificada em ascensão!!
USURA !!!
De seguida o seu tronco de respiração expandiu-se e libertou odores, com traves de papoila e musgo seco
Parou e defecou
- Nasce O Novo Mundo das fezes de uma Besta com pés de barro
Mundo erigido de excessos vazios
Alimentado por grunhidos fingidos
Esculpidado em terraços espaciais
A besta que é besta abraça este mundo como único viveiro para a sua existência
Vive Morto
Vive perante a Morte

Thursday, 16 July 2009

eu franzo tu franzes ele fraze



As questões e observações que faço
São meros espelhados das minhas ejaculações
São hilariantes para não dizer que são um horror
Franzo a cara
Franzo o cérebro
E logo após tanto esforço deleitoso
Sinto o desejo de continuar
Mas por mera falta de concentração
Por momentos não vai dar para mais
Vou ter que esperar até outro pico de emoção
Isto salvo se o anterior tenha corrido em plena perfeição
Seja eu tão exigente com a minha gente
Calco-me calmamente por estrelas bem dementes
Indo parado
Metendo pedras no meu sapato....
Mas agora voltando ao ejaculado
O tal
O pensado
Que espesso é
Que espessas são as minhas questões e observações
Tão espessas que passam facilmente por grosseiras
Por com bastante frequência
Não mais por aquela que consiga
Tento sempre ejacular os meus pensamentos
Estimulo-os diariamente ao observar as questões
Questões estas que Pré-e jaculatórias
Definem todo o produto final
Das minhas questões e observações
Aparte disso
Que nada de romântico tenham
São mesmo assim cheias de paixão
Paixão essa que vem da estimulação
Tão bela como………..não interessa
Diga-se de passagem
E voltando ao inicio
As questões e observações que faço
São meros espelhados das minhas ejaculações.
Diga-se para finalizar
Que tanto prazer me dá escrever
É como ter um orgasmo múltiplo
Continuo até não poder mais
Tal como agora.
Ahhhhh tão bom


Monday, 30 June 2008

um mano

após a extinção dos dinossauros foi evoluindo um novo extase no dna do qual iria ser o Umano filha da putice pretensioso
o protagonismo passa p`lum professionalismo adquirido antagonismo decapado livre e desenfreado seja dito feito besta
besta "humanificado"

Tuesday, 5 June 2007

blasfémias invertebradas

tudo o que passa da íris
torna-se uma pessoal intima
ilusão virtual
sim que vivemos e sentimos , mas todo o ensinamento recebido , todo o encanto
dictatorial / material não passa de um inquieto espaço virtual

somos o quê , vemos , sentimos o quê , se não uma percepção , um toque ,
um raciocínio lógico que o todo e tudo o que é perceptível , deve partir (filtrar-se) de dentro
de uma forma pura e ingénua

diz-se vermelho , porque fomos ensinados que é vermelho ,
aprendemos a dar o nome
as coisas porquê ?!
fomos dotados de audição (todos os sentidos)
mas por vezes , parece que existe
falta de raciocínio

não digo nada de novo
ou que faço descorbertas
mas !
onde está nesta maioria
a compreensão de todos os sentidos

zu tu hu