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Saturday, 26 March 2011

Assim Falou o deus Barbatana

Jovens Defecadores!
Defendei a vossa pátria humana e fecundai!
Ouçam a voz do vosso coração e a voz das vossas tripas,
Fecundai e enchei a terra com novos rebentos consumidores,
Prestai devoção à vossa razão e enchei a terra com gémeos monoculares,
cujo o propósito é o mesmo que o vosso, jovens defecadores!
Consumir para fecundar!
Este é o vosso propósito, encher a pátria humana com futuros
progressores do intuito parasitário, dominador fecundador, oh felizes defecadores.

Cheios de amor, do coração à tripa, enchei os vossos desejos,
e dai razão à vossa existência.
Esqueçam a sustentação verdejante!
Lembrai-vos apenas da vossa razão, a razão de fecundar.
Tornai-vos infinitos!
Pois o truísmo da vossa condição é consumir-vos até o fim.

Assim fala a inconsciência colectiva, o deus Barbatana.

Wednesday, 9 February 2011

Lagoa do Caimão


2 Gansos, 2 Patos,
22 Peixes, 22 Vacas,
Fetos e afectos,
Linguas serpenteadas no chão.
222 pegadas de Vaca,
21 bostas de Vaca,
2 passáros não identificados,
Uma em duas linhas de folhas de feto.
Lamento o corte.
Centopeando pelas linguas serpenteadas ao longo
da costa frontal do Pico da Lagoa do Capitão,
aquele jogador que nunca chegou.

Cobras almiscaradas pela ronda de 826 metros,
flutuam discretamente sem serem vistas,
mergulhando nas nuvens do reflexo do lago,
aguardam o seu capitão,
que irá chegar montado num camaleão amestrado.


Tuesday, 1 February 2011

Sessão Onírica, onde se debate a realidade distante.

1ª Pergunta –
Onde estamos?
Resposta –
Estamos na terra vermelha, entre a costa sul e o expoente este, de lá vê-se a costa norte virada a oeste, mas inacessível devido à falta de estrume.

2ª Pergunta –
De onde viemos?
Resposta –
Não se sabe, mas segundo testemunhos perdidos, viemos do espaço num casulo incandescente que falhou a sua trajectória, esta falha fez com que a substancia mucosa originária de vida fermentasse demasiado, alterando a codificação do gene.

3ª Pergunta –
Para onde vamos?
Resposta –
Também não se sabe, mas devido ao excesso de fermentação e consequente alteração do genoma humano, todo o caminho está entregue ao acaso, dirigido pela volatilidade de temperaturas, tanto gélidas como excessivamente quentes, criando picos ou estagnações no desenvolvimento do ser humano, o que por sua vez dá origem a uma não coerência na estruturação.

4ª Pergunta –
Qual o nosso propósito?
Resposta –
Aparentemente não há propósito, mas existe uma constante tentativa de criar ou engendrar um propósito universal, já que sem propósito não há razão de intenção. Esses mesmos propósitos fictícios são de uma variedade infinita, desde razões económicas, ecológicas, alcoólicas, etc.
Dito isto através do sistema de pergunta-resposta, fica-se sem saber realmente o que passou entre o tempo do começo e o tempo futuro do fim

Thursday, 6 January 2011

Técnicas Furatórias

Consultório do Dr. Octano, consulta à Sr.ª Ecolália , Fevereiro de 1999



- Você tem veneno Thomenhtirannush na sua língua, diga ahhh, você tem abelhas à volta do seu recto, você precisa de uma má operação!

- Enfermeira, dê-me as tesouras, … martelo, …. Chama, …. Elástico…Ok está quase, encaixa, oh ela está a sangrar!... Eu não consigo parar a hemorragia….mais gaze, por favor despacha-se! Bhshhh

Enfermeira vai um café? …….


- Metade tubarão metade homem metade crocodilo –


Assim nasceu o deus Barbatana, uma pele de invejar, dentes substituíveis, olhos em angular e cauda na diagonal, é vegetariano entre refeições canibalescas, adorna-se de flores azuis, que nascem no couro cabeludo da tribo do Burrué, a parte humana é para enganar o mais distraído.

A mãe do deus Barbatana morreu durante o parto de intoxicação alimentar e gangrena. Ninguém sente a falta da mãe. O pai não consta em nenhum registo da clínica do Dr. Octano, mas pouco antes da mãe morrer, ainda sussurrou ao ouvido da enfermeira, dizendo que o pudim não presta e o pai do então deus Barbatana, atacou-a por trás enquanto dormia, numa noite fria de muito nevoeiro, junto do pontão nº 21 do Cais da Alameda de Cima, por isso não sabe quem é o pai.

Barbatana viveu a sua adolescência no orfanato Maria das Natas no Entroncamento,atingindo a fase adulta, fugiu pela rua abaixo e não foi visto até então.

A informação aqui prestada é da minha exclusiva responsabilidade.

Isto dito, O deus Barbatana espera ingressar no Conselho de Administração da Associação de Vida Selvagem e Doméstica do Hemisfério Central da Região do Interior – A.V.S.D.H.C.R.I.- para implementar o canibalismo molecular no interior do hemisfério central, e obter subsídios para criar a primeira escola para indivíduos monoculares. Recentemente acabou um workshop de dissecação testicular de Babuínos e Lémures. O seu conhecimento da fauna e flora, passa por análise de excrementos de varejeiras e restos de polén não-polinizados de Túlipas-Anglicanísepunderas. É também especialista em Trompas de Orquídeas e patas traseiras das Abelhas Assassinas de África e alfinetização da Íris de Lulas gigantes. Como hobby é Taxidermista de Thénias-Rex e Pandas Anões(apenas grupos de 6).

Não há muito mais a dizer acerca do deus Barbatana, mas caso exista alguma questão sobre o seu paradeiro, a resposta é, e sempre será – Local Indefinido.

As 1001 Antas do monte dos pães

A vergonha tal como a culpa, nos dias de hoje morre solteira.

Esta morte solteira, este estado solteiro, deixa em aberto espaço para um oceano de promiscuidade nunca antes visto. São maças podres que florescem numa coluna solitária, cravada da ausência de vergonha e culpa.

Uma estranheza certamente, mas sem esta estranheza não estava aqui hoje, e todos nós falaríamos a mesma língua, no topo da Torre de Babel.

Esta vergonha que poderia ser uma cegonha, não tem asas e não depenica em fronhas de recém-nascidos, antes, alimenta-se da ausência de seres já desenvolvidos, que nunca chegaram a caminhar as estepes em direcção à Babilónia.

No oceano promíscuo, são abainhadas espadas de pêlos púbicos endurecidos pelo vento de Norte e graças a estes ventos, que estas espadas vivem no luxo de boiar no oceano de promiscuidade.


A cada espada de pêlos púbicos, uma tribo de prosélitos.

A cada tribo de prosélitos, uma língua.

A cada língua, uma intenção.

A cada intenção, uma ejaculação para o oceano de confusão.

Mehh!! - Gemeu a vaca ao parir o seu primogénito

Ohhh!! – Bradou a vaca ao parir o seu segundo rebento

Estávamos na Índia


Puff!!! – Eructou a barracuda a libertar as suas ovas

Clap!!! – Vozeou a barracuda liberta da sua placenta

Estávamos no mar do Pacifico


Aff!!! – Grunhiu o carrapato a morder a pele fresca

Rarh!!! - Carpiu o carrapato por não ter sangue da sua vítima

Estávamos na orelha do vendedor de peixe do mercado da Ribeira


Blup!!! – Ululou a centopeia farta de comer a sua pele

Hart!!! - Alegrou-se a centopeia por se tornar maior após comer a sua própria pele

Estávamos na Costa Rica


Arrr!! – Debuxou a tarântula o seu novo corpo peludo

Tuff!! – Regurgitou a tarântula o pêlo encravado na sua goela

Estávamos na floresta da Amazónia


Arreh!! – Roncou o chimpanzé satisfeito por coçar o seu ânus borbulhento

Bahh!! – Bocejou o chimpanzé farto de cuspir caroços na careca do babuíno

Estávamos no Jardim Zoológico de Florença


Grr!!! – Expurga o Gnu as suas riscas do lombo lamacento

Tahh!! – Bolça o Gnu as raízes empapuçadas do seu goto

Estávamos na pradaria da reserva natural do Zimbabué

Friday, 26 November 2010

TraTor


Não escrevo palavras de amor
Mas escrevo palavras de dor
Pois sem a dor não escrevo sobre amor
É assim que o meu sangue é bombeado
Por cada fenda no meu corpo
Uma crosta de amor

Thursday, 4 November 2010

bubusura

Primeiro nasceu a USURA com pés de barro
Depois veio o desejo de erguer mais
De seguida veio a cadência em formas de braços de Prata
O restante veio por teorias desafogadas e palavras Amestradas
Colocando-se em modo transitário e embrionário
A voz desta besta foi ouvida em todos os pastos
Clamando: USURA !!!! USURA !!!
- é uma ternura esta farsa-
A voz desta besta chegou a todo lado e em resposta, balidos e grunhidos chegaram.
Alimento para esta besta que foi respondida com vida
Ergue-se mais uma vez
USURA !!! exclamou esta besta petrificada em ascensão!!
USURA !!!
De seguida o seu tronco de respiração expandiu-se e libertou odores, com traves de papoila e musgo seco
Parou e defecou
- Nasce O Novo Mundo das fezes de uma Besta com pés de barro
Mundo erigido de excessos vazios
Alimentado por grunhidos fingidos
Esculpidado em terraços espaciais
A besta que é besta abraça este mundo como único viveiro para a sua existência
Vive Morto
Vive perante a Morte

Parasitas de Orlão


Sodomitas parasitas a brincarem na chafurdice embalsamada

Em sentido pelos seus desejos de coitos anais, indolores a qualquer fervura

Sodomitas parasitas a elevarem o estado de putrefacção a anéis de diamantes e rubis

Usam e cravam nos seus corpos estes anéis de morte

A marca da USURA está na pele destes corpos nojentos

Coloridos a branco e preto, não vivem pelos sabores da vida

Mas pelos dissabores da morte

Sem alma nem coração

Sodomitas parasitas usurpam toda a seiva das árvores

Sodomitas parasitas bebem todo o sal do mar

Sodomitas parasitas sujam a terra

Seres sem anais, fecundados sem embrião

Medram por nada, espezinhando-se a si próprio

Canibais sodomitas parasitas a viverem em pêndulos de carne pobre

Resistem ao tempo alimentados por germes que noutros tempos foram pastos de alegria

Hoje não reside nada nesses pastos

Hoje existem poças de tristeza com sodomitas de ânus para o ar à espera da alma de perdida

Blasfemadores de órgãos mortos à espera do jus arborizado que nunca irá chegar

Estes pastos que já não são

Thursday, 16 July 2009

eu franzo tu franzes ele fraze



As questões e observações que faço
São meros espelhados das minhas ejaculações
São hilariantes para não dizer que são um horror
Franzo a cara
Franzo o cérebro
E logo após tanto esforço deleitoso
Sinto o desejo de continuar
Mas por mera falta de concentração
Por momentos não vai dar para mais
Vou ter que esperar até outro pico de emoção
Isto salvo se o anterior tenha corrido em plena perfeição
Seja eu tão exigente com a minha gente
Calco-me calmamente por estrelas bem dementes
Indo parado
Metendo pedras no meu sapato....
Mas agora voltando ao ejaculado
O tal
O pensado
Que espesso é
Que espessas são as minhas questões e observações
Tão espessas que passam facilmente por grosseiras
Por com bastante frequência
Não mais por aquela que consiga
Tento sempre ejacular os meus pensamentos
Estimulo-os diariamente ao observar as questões
Questões estas que Pré-e jaculatórias
Definem todo o produto final
Das minhas questões e observações
Aparte disso
Que nada de romântico tenham
São mesmo assim cheias de paixão
Paixão essa que vem da estimulação
Tão bela como………..não interessa
Diga-se de passagem
E voltando ao inicio
As questões e observações que faço
São meros espelhados das minhas ejaculações.
Diga-se para finalizar
Que tanto prazer me dá escrever
É como ter um orgasmo múltiplo
Continuo até não poder mais
Tal como agora.
Ahhhhh tão bom


Friday, 11 January 2008

pesos leves

numa porra leve que chega assim como quem não quer
chega toca e faz sentir aquilo que tanto se espera
tanto que se espera
tanto que se esperou
que será que é mesmo isto
ou será que é mesmo aquilo
tanta coisa
sem tanta coisa ser
é assim que se fala por aqui
sem sentido
com apenas e um só
o de fazer sentir
aquilo que se quer dizer
que por entre as linhas se vai dizendo
sem perceber
as coisas aparecem
aparecem
e desaparecem
tal como chegaram
tal como foram
tanta coisa que é sem o ser
será mesmo que é verdade
tudo aquilo que por ai se consta
ou será apenas mais um
de tantos outros
alguns que agarram em titulos
embrulham se
e continuam nus
escritores que são escritores
quem escreve é escritor
que sou eu se apenas penso aquilo que escrevo
um pensador de escrita
ou continuo nu sem titulo
tanta parvoice
queres ver que sou parvo
mas tu não me dizes isso
se o dizes é porque o és
tanta palavra pra quê
se um olhar diz tudo aquilo que não consegues dizer
um bem haja a quem ler o que não é legivel

Wednesday, 12 December 2007

nús

Nús estados feitos em mil pedaços
Percorridos alcançados
Desenhados e desejados
São os estados dos corpos armados
Feitos e amarrados

Viver de palavras que passam a imagens
Imagens que se tornam palavras
Num ciclo desfeito sem sentido
Vive se em livros
Vive se em imagens
Caixas e caixotes
De imagens e andróides