
Wednesday, 9 February 2011
Lagoa do Caimão

Thursday, 6 January 2011
As 1001 Antas do monte dos pães
A vergonha tal como a culpa, nos dias de hoje morre solteira.
Esta morte solteira, este estado solteiro, deixa em aberto espaço para um oceano de promiscuidade nunca antes visto. São maças podres que florescem numa coluna solitária, cravada da ausência de vergonha e culpa.
Uma estranheza certamente, mas sem esta estranheza não estava aqui hoje, e todos nós falaríamos a mesma língua, no topo da Torre de Babel.
Esta vergonha que poderia ser uma cegonha, não tem asas e não depenica em fronhas de recém-nascidos, antes, alimenta-se da ausência de seres já desenvolvidos, que nunca chegaram a caminhar as estepes em direcção à Babilónia.
No oceano promíscuo, são abainhadas espadas de pêlos púbicos endurecidos pelo vento de Norte e graças a estes ventos, que estas espadas vivem no luxo de boiar no oceano de promiscuidade.
A cada espada de pêlos púbicos, uma tribo de prosélitos.
A cada tribo de prosélitos, uma língua.
A cada língua, uma intenção.
A cada intenção, uma ejaculação para o oceano de confusão.
Mehh!! - Gemeu a vaca ao parir o seu primogénito
Ohhh!! – Bradou a vaca ao parir o seu segundo rebento
Estávamos na Índia
Puff!!! – Eructou a barracuda a libertar as suas ovas
Clap!!! – Vozeou a barracuda liberta da sua placenta
Estávamos no mar do Pacifico
Aff!!! – Grunhiu o carrapato a morder a pele fresca
Rarh!!! - Carpiu o carrapato por não ter sangue da sua vítima
Estávamos na orelha do vendedor de peixe do mercado da Ribeira
Blup!!! – Ululou a centopeia farta de comer a sua pele
Hart!!! - Alegrou-se a centopeia por se tornar maior após comer a sua própria pele
Estávamos na Costa Rica
Arrr!! – Debuxou a tarântula o seu novo corpo peludo
Tuff!! – Regurgitou a tarântula o pêlo encravado na sua goela
Estávamos na floresta da Amazónia
Arreh!! – Roncou o chimpanzé satisfeito por coçar o seu ânus borbulhento
Bahh!! – Bocejou o chimpanzé farto de cuspir caroços na careca do babuíno
Estávamos no Jardim Zoológico de Florença
Grr!!! – Expurga o Gnu as suas riscas do lombo lamacento
Tahh!! – Bolça o Gnu as raízes empapuçadas do seu goto
Estávamos na pradaria da reserva natural do Zimbabué
Thursday, 4 November 2010
bubusura
Depois veio o desejo de erguer mais
De seguida veio a cadência em formas de braços de Prata
O restante veio por teorias desafogadas e palavras Amestradas
Colocando-se em modo transitário e embrionário
A voz desta besta foi ouvida em todos os pastos
Clamando: USURA !!!! USURA !!!
- é uma ternura esta farsa-
A voz desta besta chegou a todo lado e em resposta, balidos e grunhidos chegaram.
Alimento para esta besta que foi respondida com vida
Ergue-se mais uma vez
USURA !!! exclamou esta besta petrificada em ascensão!!
USURA !!!
De seguida o seu tronco de respiração expandiu-se e libertou odores, com traves de papoila e musgo seco
Parou e defecou
- Nasce O Novo Mundo das fezes de uma Besta com pés de barro
Mundo erigido de excessos vazios
Alimentado por grunhidos fingidos
Esculpidado em terraços espaciais
A besta que é besta abraça este mundo como único viveiro para a sua existência
Vive Morto
Vive perante a Morte
Parasitas de Orlão
Sodomitas parasitas a brincarem na chafurdice embalsamada
Em sentido pelos seus desejos de coitos anais, indolores a qualquer fervura
Sodomitas parasitas a elevarem o estado de putrefacção a anéis de diamantes e rubis
Usam e cravam nos seus corpos estes anéis de morte
A marca da USURA está na pele destes corpos nojentos
Coloridos a branco e preto, não vivem pelos sabores da vida
Mas pelos dissabores da morte
Sem alma nem coração
Sodomitas parasitas usurpam toda a seiva das árvores
Sodomitas parasitas bebem todo o sal do mar
Sodomitas parasitas sujam a terra
Seres sem anais, fecundados sem embrião
Medram por nada, espezinhando-se a si próprio
Canibais sodomitas parasitas a viverem em pêndulos de carne pobre
Resistem ao tempo alimentados por germes que noutros tempos foram pastos de alegria
Hoje não reside nada nesses pastos
Hoje existem poças de tristeza com sodomitas de ânus para o ar à espera da alma de perdida
Blasfemadores de órgãos mortos à espera do jus arborizado que nunca irá chegar
Estes pastos que já não são
Friday, 18 July 2008
streams of beams straigh out of my soul
Where I stand my ears to a grave
I see water down below
I see angels inside my throat
Feelings their wings
I am in a beam
I fall
Wings will help me down this fall
Strings pulling me high
I feel myself floating
See them
Feel them ripping my spinal
Wings spread my flesh
I am going to make it
I will have you in my arms
I am alive
I will live in all streams of life
All that is
Is inside
For that all comes from within
Why i write so much about my being
Dont know any other better
I tell you we got get together
One more time
For it should and must be the right place
Of mine
Yours
Different times but no others than already been lived
All in the same time
Different weeks
Different minds
Thats natural
The rain its all the same
Every time
Even though in a different rhyme
Alllllllllllllllllll
In silence i live inside this tune
Streching my nerves
Reaching where i cant touch
I feel them tough
No touch is at feel
Turn out the lights and
Feel this tune feel this song
My only friend
Every beat that makes
My heart
Go strong up down weak
Listen
Marvelous
Cancel all sounds outside
Get yourself deep into this tune
It is your friend
Loves you more than you know
Loves you more that you want
A fiest a friends
Songs for you
Precious human you
Shapes of songs
Shapes of lyrics
Perverted as they may
Decifre all you know cause
One day
You may just find
A very gentle different
Distant sound
The one
A very gentle bound
Preso neste tempo que não o meu
E por fim tu vieste à minha vida
Trapped in this time that wasn`t mine
Almost at the end you came
You shined
You made my sprakled life
One in a miriad of time
Waited for you
All my life will come true
When you shine up on my shrine
there i was walking my life
smiling as the roads of destiny were
waiting to give me something more to shine
i have found you love of my life
i have found you such beautiful bright
but now i feel in dark paths
not knowing where i will walk
lost with no smile
but i have found love inside my heart
& all the joy i have for you
will remain inside me intact
pure and away from any other fact
for you i will rest
Monday, 30 June 2008
....
puras verdadeiras alegorias
em milhares de mistérios
encontro me eu
escondo a minha revolta
para dentro destes hemisférios
do mundo dos parvos e de zeus`s
Saturday, 21 July 2007
ah´s de vento
de todos os lados
que vem
são tantos que
berram quebram
todos os tempos
Asas de zumbidos
fazem o teu ser renascer
de seres e quereres
espalham se como
asas libertas de tudo
(a todo o preso )
Liberta essas asas
que caminhaste tanto
com tanto a dizer
por onde devias andar
salta liberta te
ser despenteado
Friday, 6 July 2007
extravaso me sonhos
Rodeado de ninfas nas rochas do meu ser
Sinto a gravidade verter das minhas veias
metamorfoses do meu querer
Ventos rasgados alimentados de prazer
A loucura que me povoa
A mosca que me sobrevoa
digo alto em silêncio aquilo que bem penso
Sem que por isso seja algo que me dê algum sustento
Que ninfas que desejos ….. quando as senti
Correram me AHHHHHH`s de verdade
Senti as cobras a rasgarem me a pele das costas
Senti as asas destes tempos malditos
O voo de tempos nefastos impregnado de dissabores
Em rosas de maus cheiros feitas em maquinas fálicas de falsos prazer
Em pleno voo serpenteado visionei tais visões de podridão
Juntado em aversão as tais voos eram rasas tais ilusões
Sinto as ninfas pulsarem de furor elas querem me
Sinto as nas minhas veias fazendo libertar os meus braços em movimentos para quebrar tal voo serpenteado
RASGO ARRANCO AS SERPENTES
Sinto a queda de toda a intempérie da minha razão
Desfaço me em miríade de bocados o cheiro que abundava nas minhas narinas torna se o sabor de todos os sabores que passaram nas minhas veias que as ninfas recusaram e fizeram pulsar em mim tal revolta dessas maquinas nefastas que ocupam todo o espaço que não o meu que exalavam todo o cheiro que não o meu
Ninfas do meu querer , que tanto me queriam
abundavam nas minhas veias
eram o meu único prazer