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Wednesday, 9 February 2011

Rola a pistola na Rua 21


Nascido eu em campos longínquos!
Era uma folha verde e esverdeada,
como todas as outras folhas eu ia ficar
castanha e acastanhada.

Pensei eu ao ser enrolada
que melhores sabores por aí vinham!

Ao ser enrolada
de folha pendurada
que enrolado fui e fiquei,
tornei-me papel bruto.
Deixei de ser folha e passei a ser
seco e enrolado,
passei a ser embrulho enxuto.

Raios que já era um cigarro!

Quando dei por mim
senti aquele fogo
pensei feito folha
que feito cigarro
que era folêgo de vida
aquele toque de alquimista.
Quando quê!?
Porra, já estava a ser fumado,
feito ser inalado.

Fui em fumo por entre
seres castanhos e olhares estranhos
um ser nefasto foi aquilo que me tornei
não por mim
mas por quem eu odiei!
Naquele momento em que pensei
que era o fôlego que tanto almejei!

Hei!

O que resta de mim
está neste buraco.
Foi na rua garrett
que eu assim vivi.
Feito cigarro amachucado!


Oh pobre de mim, que nem felicidade trago,
àqueles que dou gosto amargo.
Ah!, mas resta-me a felicidade, que em breve
vou ser reciclado.



Photobucket


Thursday, 4 November 2010

Parasitas de Orlão


Sodomitas parasitas a brincarem na chafurdice embalsamada

Em sentido pelos seus desejos de coitos anais, indolores a qualquer fervura

Sodomitas parasitas a elevarem o estado de putrefacção a anéis de diamantes e rubis

Usam e cravam nos seus corpos estes anéis de morte

A marca da USURA está na pele destes corpos nojentos

Coloridos a branco e preto, não vivem pelos sabores da vida

Mas pelos dissabores da morte

Sem alma nem coração

Sodomitas parasitas usurpam toda a seiva das árvores

Sodomitas parasitas bebem todo o sal do mar

Sodomitas parasitas sujam a terra

Seres sem anais, fecundados sem embrião

Medram por nada, espezinhando-se a si próprio

Canibais sodomitas parasitas a viverem em pêndulos de carne pobre

Resistem ao tempo alimentados por germes que noutros tempos foram pastos de alegria

Hoje não reside nada nesses pastos

Hoje existem poças de tristeza com sodomitas de ânus para o ar à espera da alma de perdida

Blasfemadores de órgãos mortos à espera do jus arborizado que nunca irá chegar

Estes pastos que já não são

Sunday, 27 July 2008

mecan_ismos

As máquinas ou maquinas ou manipulado
Ou ma….rionete
Ri …o cotonete ???
As máquinas são um brinquedo
Um objecto lúdico
Um abjecto do que é contra-natura
Um acrescento a ti
Máquina que é um brinquedo
Máquina faz de ti um brinquedo
Um brinquedo faz de ti um brinquedo
Não deixas de ser uma manivela para um joguete
Que faz de ti uma manivela um brinquedo
Quando pensas não te consegues mexer
Porque não és nada mais que um utensílio dessa maquina
Desse brinquedo que fez de ti o que “ele” não pensa
Mas faz de ti o que nem sequer pensas que te tornaste
Um brinquedo

entretenimento

“Entretenimento é o conjunto de actividades que os animais (e com mais criatividade, o homem) praticam sem outra utilidade senão o prazer. É o desvio do espírito para coisas diferentes das que preocupam. Pode ser uma distração, um passatempo ou um desporto.”


O sujeito da palavra instrução tramada , todos aparte do conceito de animais que somos, todos entre o entretenimento, ocupados por distracções vivemos ocupados com ilusões que são nada mais que passatempos dos verdadeiros factos de passíveis razões.
Será que há tempo para isto, fora de entretenimentos ou nada passa de um verdadeiro ilusório divertimento.
Tantos os que são que se calhar nada passa de uma ilusão perceptível para nos entreter sem utilidade apenas da criatividade que no difere dos animais não racionais.
Corremos porque gostamos logo não nos devemos cansar ou queixar, será que tudo é um desporto?
Puxando pela nossa fadiga que nos tira do pensar?
Tudo o que questiono são perguntas pelo qual não tenho resposta.
Ou será que fomos induzidos e iludidos por tantas questões sem resposta, fomos induzidos a este mundano entretenimento sem utilidade nenhuma e questionas então o que fazer se não esta ilusão e todo o entretenimento que nos foi dado.
Desde desporto como passivo como activo, artes como activo como passivo, labutador como activo como passivo ???
Ovelha como activo como passivo ???
Será que é o matrix desta p#”)(/&%ta de realidade que nos ilude ….
Continuo a achar que andamos entretidos com tudo
Com objectivos
Com propósitos
Com razões
E deveras com questões
Mas
Continua o divertimento
Continua a perda de tempo , para quê ?
Não sei mas questiono
Não andamos todos entretidos
Com esta brincadeira que é a vida
Sim porque se choramos quando suspiramos pela primeira vez como criança não será melhor rir durante a vida inteira
Pensado
Sim
Vale a pena o entretenimento
Afinal
Tudo não passa de um passa_tempo
Até …………..o prazer deixar de ser ?
Pergunto eu

Thursday, 24 July 2008

Sentado num monte de Areia

Por vezes vejo o mundo pelo fundo de uma garrafa
Tudo concentrado
Tudo obstinado
Tudo vazio alienado
Para não dizer mamado
Olho para o lado
E vejo construções
Algumas feitas em triângulos
Outros tantos em quadrados
Olho para o fundo da garrafa
E pergunto
Porque
Porque te pões sol
Não me digas que te vais por do outro lado

Não vás e enche outra vez a minha garrafa
Que palavras me faltam para tanto ser atrasado
Queres ver que este não é o tempo
Para estar sentado
Abre-te jorra em mim a luz Sol
Que já estou farto desta garrafa eternamente
Vazia eternamente ………..
Tira-lhe o m de mamado
São e somos todos
E tu garrafa vazia
Para que serves
Se não para ……ahh esquece
Que já me esqueci quanto bebi

Monday, 30 June 2008

será ou sei lá

Estranho estranhamente
Que seja feito esta gente
Tais buracos difamados
Não me parece que estejam alinhados

Que no parecer de ser
Nada é o que aparenta
Nada é
O que eu quero dizer

Que num rio de sonhos
Que corre por entre os meus dedos
São visões são sentimentos
Transparentes ilusões

Quais gritos de silencio
Que se fazem ouvir do meu querer
Sou uma imagem
Sou um transparecer

Que venho de além
Passo por aqui
Fico no reflexo deste rio de sonhos
Fico e sou
Um trans para ser
(uma imagem para ser )

Friday, 20 June 2008

Fundo

A fusão do que pretendo
de imagens
e palavras
pensamentos
e alentos
por vezes fogem-me
daquilo que consigo
tocar
mas nada disso
me faz
parar
parar de alcançar
parar de tentar
abraçar aquilo
que quero
porque basta querer
para meio
acontecer

Silêncio gritante

Sem pensar alto
Sem falar baixo
Simples e simplesmente
O divagar das palavras
O sorriso que contagia
O prazer que faz falar
O prazer de expressão
Seja ela quieta
Seja ela movida
O prazer contagia

Friday, 11 January 2008

pesos leves

numa porra leve que chega assim como quem não quer
chega toca e faz sentir aquilo que tanto se espera
tanto que se espera
tanto que se esperou
que será que é mesmo isto
ou será que é mesmo aquilo
tanta coisa
sem tanta coisa ser
é assim que se fala por aqui
sem sentido
com apenas e um só
o de fazer sentir
aquilo que se quer dizer
que por entre as linhas se vai dizendo
sem perceber
as coisas aparecem
aparecem
e desaparecem
tal como chegaram
tal como foram
tanta coisa que é sem o ser
será mesmo que é verdade
tudo aquilo que por ai se consta
ou será apenas mais um
de tantos outros
alguns que agarram em titulos
embrulham se
e continuam nus
escritores que são escritores
quem escreve é escritor
que sou eu se apenas penso aquilo que escrevo
um pensador de escrita
ou continuo nu sem titulo
tanta parvoice
queres ver que sou parvo
mas tu não me dizes isso
se o dizes é porque o és
tanta palavra pra quê
se um olhar diz tudo aquilo que não consegues dizer
um bem haja a quem ler o que não é legivel

Wednesday, 12 December 2007

nús

Nús estados feitos em mil pedaços
Percorridos alcançados
Desenhados e desejados
São os estados dos corpos armados
Feitos e amarrados

Viver de palavras que passam a imagens
Imagens que se tornam palavras
Num ciclo desfeito sem sentido
Vive se em livros
Vive se em imagens
Caixas e caixotes
De imagens e andróides

Monday, 23 July 2007

papel

será assim tão importante
será que não chega aquele que se enrola
que se desenrola todos os dias
será que temos que viver num sistema
onde fábricas de papel timbrado ditam
todo o caminhar
se na consciência de quem decide
sabe o valor decide o poder e o pudor
que tretas são estas onde se rege e regem
ditaduras de pastas de papel
anuncios e imagens de papel
todos convertidos a papel e numeros
e ditados ditaduras de versos e medalhas
palhaçadas é o que digo
ditaduras e conceitos
cremes e pastas
vergonha é o que digo
compra que para isso precisas de papel
condicionalismos de papel
abulição ao papel é o que eu esgrimo

Tuesday, 5 June 2007

#

são imagens
que todos nós vivemos
que todos nós errantes perdidos
encontram se em todos puros e seres iludidos

objecto versus imagem

a imagem vale tanto quanto o objecto
o objecto carrega apenas a informação
do que é
mas é apenas
quando a imagem "é" mais .
reproduz e é reproduzida e pela quantidade
"é" mais
«a distribuição da fotografia
ilustra , pois , a decadência
do conceito da "impropriedade" »

a maior da esmeraldas , que vale
aquando numa gaveta fechada , dos mais
ricos palácios , quando o mais pobre dos
fotografos é que a possui